A dança no cinema sempre foi um espetáculo fascinante. Nesse clássico de 1949,
Fred Astaire e
Ginger Rogers se reúnem novamente, dez anos depois, em seu último filme juntos. O papel devia ser de Judy Garland, mas ela estava em fase ruim, dependente de remédios e psicologicamente abatida. Mas a crítica pegou pesado com Ginger Rogers, dizendo que estava “gordinha”. Ela havia abandonado os musicais fazia 10 anos, e dizem que já não tinha a leveza de antes.
O filme usa o processo do Technicolor, novidade na época com o colorido que dá às imagens. O solo de Astaire quando os sapatos da loja ganham vida e começam a dançar e ele entra na parceria é fantástico, técnica difícil na época, hoje facilmente realizada com os softwares de edição.
No final mostro a sequencia mais bonita, com o Swing Trot, que no filme original ficou escondida nos créditos de abertura e foi reproduzida com toda sua glória e beleza em 1994, no filme That´s Entertaining III.
Não apenas para quem gosta de musicais, mas pela beleza e cumplicidade dos artistas com seus passos leves – alguns passos lembram o samba-rock onde os casais gostam de se exibir na pista – vale a pena ver esse filme maravilhoso. O nome no Brasil ficou
Ciúme, Sinal de Amor – o que fazer!
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